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OUTROS ARTIGOS CLIQUE AQUI TIJOLINHO “Você
é o meu amorzinho Você
é o meu amorzão Você
é o tijolinho Que
faltava na minha construção” Esse
portento da literatura brasileira era parte de uma letra de uma música de jovem
guarda, dos anos 60. O cantor, não me lembro (Ainda bem!!!). Fico pasmo como
alguém teve o descaramento de escrever isso, pior ainda, conseguiu convencer
alguém a gravar e lançar o disco, e muito pior ainda, convencer o público a
gastar dinheiro para comprar o disco, pois acho que a música fez algum sucesso!
O recurso mais pobre de um poeta é
rimar diminutivos ou aumentativos. O “autor” do Tijolinho conseguiu fazer as
duas coisas, no estribilho desta jóia da MPB. Este aprendiz de Castro Alves
também não era lá essas coisas com analogias. O sujeito que compara sua amada
à um tijolo deve ser louco; certamente está pedindo para levar uma tijolada.
Muitas vezes, a letrinha fraca é compensada por uma musicalidade arrojada e
diferente. Só que o acompanhamento musical era um mero falacadum básico.
Com
a vinda do AI-5 e a ferrenha censura, os compositores brasileiros se viram forçados
a escrever letras elaboradas e
bonitas, muitas vezes escondendo coisas que não podiam ser ditas literalmente.
Nesta época criaram-se verdadeiras obras-primas da poesia, como Construção,
de Chico Buarque de Holanda. E diversos compositores passaram a usar os recursos
poéticos de autores como Paulo Leminsky, Béu Machado e Antonio Risério. Infelizmente,
a qualidade lírica das músicas brasileiras piorou muito, desde qua acabou a
censura, e fica cada vez pior. A liberdade deu vazão à libertinagem, e hoje é
muito difícil encontrar uma letra de alta qualidade poética. OUTRAS CRÔNICAS DE CARLOS DE PAULA FOCO POP: ENTREVISTA COM REGININHA PIMBÓ FOCO POP: PRONUNCIAMENTO DE PRESIDENTE CANSADO DO MST? CONHEÇA O MSMM
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