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O ANO DA CONSAGRAÇÃO  

Por Carlos de Paula

 Emerson Fittipaldi continuava na Lotus, que em 1972 teria um novo patrocinador, a marca de cigarros John Player Special. Os mais supersticiosos achavam que um carro de corrida pintado de preto era mau agouro. Mal sabiam.

 A temporada começou na Argentina, onde Emerson se classificou em 5° para a largada, e andou a maior parte da corrida em 3°, no final abandonando. Infelizmente, Jackie Stewart dominou a corrida, como havia dominado a temporada passada. Já na África do Sul, quem dominou foi Denis Hulme, mas Emerson chegou em segundo, assim marcando os seus primeiros pontos no campeonato. Também importante foi a estréia de Jose Carlos Pace na F-1, pilotando um March 711 do ano anterior, da Equipe Williams.

 A temporada européia tipicamente começava com a Corrida dos Campeões, realizada em Brands Hatch. E lá, Emerson mostrou que seria forte candidato ao título, marcando a pole, volta mais rápida e vencendo de forma convincente.

 A próxima corrida seria um marco para o automobilismo brasileiro: o primeiro Grande Prêmio do Brasil de F-1. Embora com somente doze carros, e sem os principais astros do campeonato além de Emerson, a corrida demonstrou, pelos esforços de Antonio Carlos Scavone, que o Brasil tinha capacidade para abrigar corridas do Campeonato Mundial. Emerson novamente marcou a pole, e a volta mais rápida, mas para infelicidade dos brasileiros, quem levou o caneco foi Carlos Reutemann. O resultado desta corrida e das outras corridas de F-1 de 1972, não válidas para o campeonato, podem ser achados neste link.

 De volta à Europa, a sorte de Emerson voltou. Outra corrida extra campeonato na Inglaterra: o Daily Express Trophy, em Silverstone. De novo, Emerson na cabeça, com pole position. Só deixou a volta mais rápida para Hailwood.

 O balanço do começo do ano era claro. Emerson Fittipaldi tinha mais vitórias, e de modo geral, aparentava ser o mais rápido. Embora as corridas da Inglaterra não contassem com a participação da Tyrrel - Jackie Stewart, ou da Ferrari, a McLaren correu nas duas, e foi redondamente batida. O tira teima foi a primeira corrida oficial no continente, o GP da Espanha. E aqui, Emerson despachou tanto a Tyrrel como a Ferrari, e todos mais. Ganhou de forma convincente, liderando a partir da 9a. volta. Além disso, Carlos Pace conseguiu um excelente 6o. lugar, com o velho March, e no seu segundo GP, e Wilson Fittipaldi Jr. estreou com o terceiro Brabham em provas oficiais de F-1. Era o Brasil no ataque.

 O GP de Monaco foi corrido sob intensa chuva, e embora Emerson tenha marcado a primeira pole position da sua carreira, o francês Jean-Pierre Beltoise conseguiu largar bem, e manter a liderança até o final. Entretanto, com os pontos do terceiro lugar, Emerson assumiu a liderança do campeonato, que não mais perderia.  

Emerson no GP da Argentina de 1972

 Na Bélgica, no novo circuito de Nivelles, Emerson ganhou novamente, largando na pole, e José Carlos Pace marcou pontos mais uma vez, desta feita um quinto lugar. Visto que o principal rival de Emerson, Stewart, não correu na Bélgica devido a um úlcera, Emerson assim conseguiu ampliar mais ainda seu score.  Mas Stewart voltou no Grande Premio da França, e conseguiu vencê-lo, após o azarado Chris Amon perder uma corrida ganha, com um pneu furado. Com o segundo lugar obtido, Emerson conseguir manter Jackie a uma boa distância.  

Pace impressionou bem com o fraco March-711 de frank Williams

 Logo após o GP francês, Emerson correu no GP da República Italiana, não válido para o campeonato vencendo embora sem nenhuma concorrência razoável, a corrida mais fraca do ano. O próximo GP oficial foi o inglês, em Brands Hatch, pista onde Emerson já tinha ganho diversas corridas. E não desapontou, ganhou após a falha de Jacky Ickx, com Ferrari, mas Stewart chegou em segundo. O GP da Alemanha foi neutro, em termos de campeonato. Nem Emerson, nem Stewart marcaram pontos, e a Ferrari ganhou, 1-2, Ickx/Reggazoni.

 Na Áustria, o sonho de um título brasileiro ficou mais próximo. Emerson largou na pole, e embora Stewart tenha ameaçado alguma reação, liderando na partida, a estabilidade do seu carro foi piorando, e eventualmente, Emerson ganhou, e Stewart foi 7o.

 Na Itália, Emerson tinha grande possibilidade de ganhar o título. Nos treinos, foi 5o. atrás das duas Ferraris, de Chris Amon no Matra e de Stewart. As Ferraris dominaram a primeira parte da corrida, mas a boa notícia, para Emerson, foi o abandono de Stewart logo na primeira volta. Eventualmente, as Ferraris falharam, Emerson ganhou a corrida e o título, antecipadamente. O mais jovem campeão do mundo, com pouco menos de 26 anos. Para o Brasil, que até dois anos antes não sonhava em ter pilotos na F-1, quanto mais campeões, a vitória de Emerson significou um aumento extraordinário na popularidade do esporte. Título ganho, Emerson relaxou, e as duas últimas corridas do campeonato foram ganhas por Stewart, que assim garantiu o vice.  

Emerson no GP da Italia de 1972. Note o número diferente no carro. Naquela época os carros não tinham número fixo, exceto pelo campeão Stewart 

 Que a temporada foi de Emerson, não há dúvida. Além da Corrida dos Campeões, do Daily Express e de Vallelunga, Emerson também ganhou outra corrida, a longa Rothmans 50,000, com quase três horas de duração. Também correu na F-2, e ganhou três corridas seguidas do campeonato Europeu , em Hockenheim, Rheims e Oesterreichring. Para selar um ano de sucessos, ganhou uma das provas do torneio brasileiro de F-2, em Interlagos, ao todo, acumulando 13 vitórias durante o ano.

 Para José Carlos Pace, o ano foi positivo. Estreou na F-1, marcando três pontos com um carro velho, e logo se tornou um dos pilotos mais requisitados. Foi convidado a correr no Mundial de Marcas, pela Ferrari e Mirage, na Can-Am, pela Shadow, e terminou o ano na Surtees, tanto na F-1 quanto na F-2. Começou a temporada de F-2 na fraca Pygmee, junto com outro brasileiro, Lian Duarte, campeão de Esportes Protótipos do ano anterior. A Pygmee não chegou ao fim do ano, e Pace mudou de equipe. Conseguiu ganhar uma das provas tdo Torneio de F-2, e chegou em 2o. na última corrida de F-1 do ano, em Brands Hatch. Resultados da temporada européia de F-2, clicar aqui.  

Emerson no seu F-2 Lotus em Interlagos. Foto cortesia de Rogério P.D. Luz

 Wilsinho Fittipaldi foi o piloto que mais marcou pontos no Europeu de F-2, complementando suas atividades com a F-1, e no fim do ano, ganhando a segunda Copa Brasil, pilotando um Porsche 917, competindo contra Andrea de Adamich, Willy Kaushen e Georg Loos.

 Outra participação internacional interessante foi a da Equipe Hollywood, que levou o seu bem preparado Porsche 908/2 para correr nos 1000 da Áustria, com Luis Pereira Bueno e Tite Catapani. Infelizmente abandonaram a corrida. 

 Embora os brasileiros tivessem se consagrado nesse ano, não houve renovação. Nenhum piloto brasileiro participou da F-3, ou outras categorias de base, e ficava ainda a impressão de que os Fittipaldi e Pace eram tudo que o Brasil tinha de oferecer ao automobilismo internacional.

   

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Last modified: March 28, 2007